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ANTÓNIO MORGADO, DE LAGAR DA SANCHA - AZEITE VIRGEM EXTRA, DOURO, FALA SOBRE OS SEGREDOS DE SUA PROFISSÃO

Interview
- Qual é a sua história pessoal? Como você se tornou proprietário ou gerente do negócio?
- Em finais de 2005, por herança, a minha mulher e uma irmã tornaram-se proprietárias de aproximadamente 3 hectares de terreno abandonado há mais de trinta anos. Limpamos o terreno à mão e descobrimos que havia ali uma quantidade razoável de oliveiras que tinham renascido do ultimo incêndio em 1992. Compramos a metade da minha cunhada e ficamos com cerca de 650 oliveiras e compramos também alguns terrenos vizinhos para formar uma propriedade de médias dimensões atingindo agora os sete hectares e mais de 1250 oliveiras. Criamos a marca LAGAR DA SANCHA e começamos a nossa produção e venda decorria o ano de 2009.
- O qué é o que os clientes exigem atualmente?
- O cliente actual exige a qualidade embora tenha muita atenção ao preço e esteja pouco informado sobre essa dita qualidade. Devido a uma grande oferta de azeite mesmo que seja de baixa qualidade a baixo preço, o cliente acaba por vezes comprando um produto menos bom.
- Qual é sua dica para sobreviver à crise?
- Na minha opinião a sobrevivência à crise obtém-se mantendo a relação qualidade/preço para que o cliente continue a ser bem servido e muito importante é a procura de nichos de mercado onde haja um tipo de consumidor que possa pagar mais para obter essa mesma qualidade seja no mercado interno ou externo.
- Quais são as marcas que você vende mais em seu negócio (ou você usa para fornecer os seus serviços) e por quê?
- Só tenho a minha marca e é a única que vendo.
- Qual é a última coisa que você tem feito para se diferenciar da concorrência?
- No que respeita ao meu produto (azeite) optei pelos tipos de embalagens ou seja procurei modelos de garrafas que mais ninguém tem e escolhi também latas e garrafões diferentes dos restantes concorrentes.
- Você sempre realizou a sua atividade atual? Você se desenvolveu em outro ramo de atividade?
- Nós (a minha mulher e eu) não somos olivicultores a tempo inteiro, ela trabalha no ministério da Justiça há 34 anos e eu sou empregado bancário há 30 anos. A nossa actividade como produtores e comerciantes de azeite tem cerca de 5 a 6 anos.
- Qual é o tipo de cliente que você tem?
- O meu cliente é na sua quase totalidade o consumidor final, o cliente particular que compra o meu azeite para ele e para a família. Tenho clientes de várias partes do país e até alguns de outros países que me encomendam o azeite via email ou telefone.