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NUNO GONÇALVES, DE ESCOLA DE SURF DO LITORAL DE VILA DO CONDE, FALA SOBRE OS SEGREDOS DE SUA PROFISSÃO

Interview
- Qual é a sua história pessoal? Como você se tornou proprietário ou gerente do negócio?
- Sou professor de Educaç\ao Física e comecei a fazer bodyboard há 27 anos, passando depois para o Longboard (que ainda faço) e mais recentemente para o Stand Up Paddle. Gosto de ensinar, daí a minha profissão e comecei a dar aulas de surf no alentejo há cerca de 8 anos e como andava sempre a trabalhar para outras escolas, decidi criar a minha própria escola.
- O qué é o que os clientes exigem atualmente?
- Infelizmente a maioria dos clientes da maior parte das escolas de surf não exige profissionalismo nem qualidade no serviço. Como se percebe, ao existirem muitas escolas de surf, cujos professores não têm qualquer tipo de formação específica para ensinar estas modalidades, apesar de já existirem muitas formações para tal. As pessoas devem pedir aos responsáveis das escolas a sua qualificação para dar aulas e aproveitarem para pedirem os certificados dos seguros, pois este desporto é de alto risco. No entanto, as pessoas pedem diversão, e quanta mais melhor, amizade por parte dos professores e se possível pagarem pouco pelas aulas, esquecendo-se que o desgaste deste tipo de material é enorme e infelizmente não sai barato à escola quando o compra.
- Qual é sua dica para sobreviver à crise?
- Ser profissional e dar aulas com qualidade, pois só assim as pessoas serão capazes de aprender bem.
- Quais são as marcas que você vende mais em seu negócio (ou você usa para fornecer os seus serviços) e por quê?
- Uso o Ginásio M30 (Studio de fitness & pilates) para realizar os treinos físicos e funcionais para surf e estou nas mesmas instalações que a Spiral Surfboards, que é um local onde se fazem pranchas manualmente e se arranjam os pequenos, e por vezes, grandes buracos, que fazemos nas nossas pranchas. O material que é usado na Escola de Surf é de várias marcas, e vai desde a O´neill, Onda, Deeply, Rip Curl, etc.. tudo depende do preço e da qualidade do material. Pois procuro ter sempre material bom, mas que não seja demasiadamente dispendioso.
- Qual é a última coisa que você tem feito para se diferenciar da concorrência?
- Aposto na qualidade do meu serviço, procurando sempre, dar ao meu cliente uma aula onde ele sinta que tem toda a minha atenção, ou pelo menos, o máximo possível. Por isso, as aulas de surf são sempre com poucas pessoas (máximo 5) por professor e bem divididas por níveis e por escalão etário.
- Você sempre realizou a sua atividade atual? Você se desenvolveu em outro ramo de atividade?
- Comecei por ser atleta, mas sempre freesurf, e depois licenciei-me em Educação Física e Desporto. Hoje em dia, ainda sou professor de Educação Física, sou Treinador e Juíz de Surf.
- Qual é o tipo de cliente que você tem?
- Tenho aqueles que só vêm no verão, porque não gostam de ir à praia sem ser nesses meses, tenho os esporádicos, que, normalmente, vêm quando está sol, E tenho uns poucos que vêm sempre que há aula, e nestes reparo que a qualidade do serviço que é prestado é o mais importante. Felizmente posso dizer que tenho alunos que se tornaram bons amigos.